Rodrigo Castello

Advogado militante na área criminal. Professor das matérias Penal e Processual Penal na Central de Concursos e outros cursinhos preparatórios. Ministrou aulas na Universidade São Marcos. Pós-graduado em Processo Penal pela Escola Paulista da Magistratura-EPM. Cursando módulos no Curso de Doutorado da Universidade de Buenos Aires – UBA.

1 de julho de 2012 21:01 - Atualizado em 2 de julho de 2012 10:50

Crime organizado – surgimento e desenvolvimento

Início do século XX: época em que os criminosos eram vistos até com certo carisma (malandro romantizado, que, muitas vezes, estava presente, com destaque, em livros, músicas e filmes); Crescimento das cidades (êxodo rural, decorrente do crescimento da economia); Anos 80: enfraquecimento da economia e ausência de oportunidades de trabalho e moradia para as famílias…

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Início do século XX: época em que os criminosos eram vistos até com certo carisma (malandro romantizado, que, muitas vezes, estava presente, com destaque, em livros, músicas e filmes); Crescimento das cidades (êxodo rural, decorrente do crescimento da economia); Anos 80: enfraquecimento da economia e ausência de oportunidades de trabalho e moradia para as famílias dos migrantes (pobreza, urbanização precária, desigualdade, falta de chance de ascender socialmente); Ingresso de parte desses excluídos na economia ilegal (periferias e favelas pouco atendidas pela polícia e serviços públicos); Grande boom: surgimento de novas oportunidades de negócios ilegais (os quais passaram a movimentar enorme volume de riqueza); Quadrilhas de ação localizada e jogo do bicho (para alguns, o grupo mais representativo do crime organizado no país: território definido, lavagem de dinheiro e forte penetração no Estado); O verdadeiro divisor de águas: a entrada da cocaína no mercado nacional (tornou o crime organizado muito mais complexo e violento; o malandro carismático é substituído pelo bandido feio e mau);O tráfico de drogas demandava maior mão-de-obra, o que fez com que aumentassem o número de prisões e, por via de consequência, a população carcerária; O crescimento da população nas cadeias, por sua vez, levou à radicalização do crime (convívio com grupos guerrilheiros de esquerda) e o nascimento  das facções criminosas (o crime se organiza e ganha poder); Terror contra os que se voltassem contra a facção e assistencialismo à comunidade; Os presos mais experientes transmitiram seus conhecimentos aos mais novos, a situação degradante das cadeias fez com que os presos criassem uma organização própria e lideres ascenderam; À medida que aumentou o comércio de drogas, foram estimuladas novas práticas criminosas (cadeias de negócios); Rotas de distribuição e contatos dentro da máquina estatal passaram a servir, também, a outras quadrilhas; Tecnologia  acessível aos criminosos; Infiltração no aparelho do Estado e intimidação (controle interno e demonstração de força).


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