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	<title>Luiz Flávio Gomes</title>
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	<description>Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do atualidadesdodireito.com.br. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Siga-me: www.professorlfg.com.br.</description>
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		<title>Estupidez funcional</title>
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		<pubDate>Sat, 25 May 2013 11:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de sucesso do prof. LFG]]></category>
		<category><![CDATA[desconto]]></category>
		<category><![CDATA[economizar]]></category>
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		<description><![CDATA[Você irá fazer duas viagens de negócios e conta com um cupom de desconto que pode ser usado em apenas uma delas. Você pode economizar R$ 90 reais numa viagem de R$ 200 reais para o Rio de Janeiro ou...]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/viagem-aviao.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-26328" alt="viagem-aviao" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/viagem-aviao.jpg" width="255" height="170" /></a></p>
<p><strong> Por: Luiz Flávio Gomes</strong></p>
<p style="text-align: justify">Meus amigos: estamos repassando os 50 erros lógicos mais frequentes que, como inimigos do sucesso (pessoal ou empresarial), podem nos levar ao fracasso.</p>
<p style="text-align: justify">Ambientes coletivos (corporações, agências públicas, partidos políticos, entidades religiosas, julgamentos colegiados etc.) estimulam de forma exponencial nossos erros lógicos, ou seja, nossa estupidez. Temos que redobrar nossos cuidados nesses ambientes.</p>
<p style="text-align: justify">Para Andre Spicer “o ambiente corporativo incentiva a falta de reflexão e faz pessoas inteligentes tomarem decisões idiotas” (revista <i>Galileu</i>, maio de 2013, p. 43). Ele chama isso de “estupidez funcional”, favorecida pelos trabalhos repetitivos, pela ansiedade, pela busca de lucros a todo preço, pela falta de notar os detalhes, ausência de conversas críticas, quando as pessoas são encorajadas a não pensar, a não questionar etc.</p>
<p style="text-align: justify">A grande crise financeira de 2008 (iniciada nos EUA) teria sido fruto, em grande parte, dessa estupidez funcional, na medida em que incontáveis funcionários e agências de controle não notaram ou ignoraram o risco dos empréstimos imobiliários enormemente arriscados. Funcionários antigos foram trocados por pessoas inexperientes e isso favoreceu o golpe.</p>
<p style="text-align: justify">O que podemos fazer para evitar esses erros lógicos? Reconhecer que “Nossa propensão ao engano tem raízes pré-linguísticas. O bebê humano aprende a enganar antes mesmo de falar. A tendência à mentira é uma tendência natural e se manifesta desde criança. Ele mente mais ou menos como inventa ou brinca. Mas se ela é assim, tem a quem puxar” (E. Giannetti, <i>Auto-engano</i>). Essa “ponta inocente do engano interpessoal é que nos aproxima do autoengano”. E como são frequentes nossos autoenganos (nossas ilusões, nossos erros lógicos).</p>
<p style="text-align: justify">
<div>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Desafio lógico ou racional, em busca de uma resposta: Você irá fazer duas viagens de negócios e conta com um cupom de desconto que pode ser usado em apenas uma delas. Você pode economizar R$ 90 reais numa viagem de R$ 200 reais para o Rio de Janeiro ou pode economizar R$ 100 numa viagem de R$ 2 mil reais para Manaus. Em qual viagem você deve usar o cupom? (exemplo inspirado em Frank,<i>O naturalista da economia</i>).</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Solução: A melhor opção é sempre usar o cupom no maior desconto (R$ 100). Erro seria raciocinar, aqui novamente, com percentuais. Desconto de R$ 90 num bilhete de R$ 200 dá quase 50% de desconto. Bem maior que um desconto de R$ 100 num bilhete de R$ 2 mil. Mas nem sempre os percentuais nos ajudam.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Dica: Nem raciocinar com percentuais nos leva a acertos. Avante!</span></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Violência contra a mulher: mais de 40.000 homicídios femininos em uma década</title>
		<link>http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/05/24/violencia-contra-a-mulher-mais-de-40-000-homicidios-femininos-em-uma-decada/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 13:30:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos do prof. LFG]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Avante Brasil (iAB)]]></category>
		<category><![CDATA[femicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Mestriner Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Flávio Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Prof. LFG]]></category>
		<category><![CDATA[violência]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra a mulher: mais de 40.000 homicídios femininos em uma década]]></category>

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		<description><![CDATA[Um levantamento feito Instituto Avante Brasil apontou que 40.000 mil mulheres foram vítimas de homicídios no Brasil, entre 2001 e 2010. Só no ano de 2010, 4,5 entre 100.000 mulheres perderam suas vidas no país.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><b><img alt="manaus-amazonas-amazonia-mulheres-violencia-domestica-atribuida-dia-internacional-mulher_ACRIMA20130304_0026_15" src="http://atualidadesdodireito.com.br/iab/files/manaus-amazonas-amazonia-mulheres-violencia-domestica-atribuida-dia-internacional-mulher-acrima20130304-0026-15.jpg" width="473" height="401" /></b></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><b>LUIZ FLÁVIO GOMES</b>, jurista, diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do portal <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/"><span style="color: #000000;">atualidadesdodireito.com.br</span></a>. Estou no <a href="http://blogdolfg.com.br/"><span style="color: #000000;">blogdolfg.com.br</span></a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar dos avanços dos últimos anos, no que tange à violência contra a mulher, levantamento feito Instituto Avante Brasil apontou que 40.000 mil mulheres foram vítimas de homicídios no Brasil, entre 2001 e 2010. <b>Só no ano de 2010, 4,5 entre 100.000 mulheres perderam suas vidas no país.</b></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Consoante o Instituto Avante Brasil, em 2010, uma mulher foi vítima de homicídio a cada <b>1 hora, 57 minutos e 43 segundos</b>.  Em 2001, a média era de 2 horas, 15 minutos e 29 segundos. O crescimento de mortes anual, entre 2001 e 2010, foi de 1,85% ao ano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Vejamos :</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/mulheres2.jpg"><img class="wp-image-26298 aligncenter" alt="mulheres2" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/mulheres2.jpg" width="727" height="196" /></a> </span><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A mesma projeção aponta que em 2013 deverão ocorrer 4.717 homicídios entre as mulheres brasileiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 70% das mulheres sofrerão algum tipo de violência no decorrer de sua vida. E, de acordo com o Banco Mundial, as mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Na América do Sul, o Brasil só perde em homicídios de mulheres para a Colômbia, que registrou, em 2007, uma taxa de 6,2 mortes para cada 100.000 mulheres. Atrás do Brasil vem a Venezuela, com 3,6 mortes para cada 100.000 mulheres em 2007, Paraguai que registrou em 2008 1,3 mortes para cada 100.000 mulheres e o Chile com 1 homicídio feminino para cada 100.000 mulheres em 2007.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> Observe:</span></p>
<p><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/mulheres2.png"><img class="alignnone size-full wp-image-26302 aligncenter" alt="mulheres2" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/mulheres2.png" width="543" height="226" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000; text-align: justify;">Pesquisa da Organização Mundial da Saúde que traz informações de 2006 a 2010 mostra que, se comparado com alguns países com dados homogêneos, a diferença é ainda maior: o Brasil ganha da Rússia, que registrou, em 2009, 7,1 homicídios femininos, mas atrás de países como Estados Unidos, Japão, França e Reino Unido.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/mulheres31.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26301" alt="mulheres3" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/mulheres31.jpg" width="493" height="226" /></a></p>
<p></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A Organização Mundial da Saúde sugere que existam alguns fatores de risco que podem ser associados a um indivíduo que pratica um crime contra a integridade física de uma mulher:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><span style="color: #000000;">níveis mais baixos de educação (perpetração da violência sexual e da experiência de violência sexual);</span></li>
<li><span style="color: #000000;">exposição a maus-tratos (perpetração e experiência);</span></li>
<li><span style="color: #000000;">testemunho de violência familiar (perpetração e experiência);</span></li>
<li><span style="color: #000000;">transtorno de personalidade antissocial (perpetração);</span></li>
<li><span style="color: #000000;">uso nocivo do álcool (perpetração e experiência);</span></li>
<li><span style="color: #000000;">ter múltiplos parceiros ou suspeita por seus parceiros de infidelidade (perpetração), e atitudes que estão aceitando de desigualdade violência e gênero (perpetração e experiência).</span></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Apesar de todas as campanhas e recomendações das Organizações Mundiais contra a violência feminina, o que se vê (no Brasil) são números que crescem e preocupam a cada dia mais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">O número de estupros no estado de São Paulo, por exemplo, ganhou proporções descomunais. O número de vítimas não para de crescer. Segundo dados da Secretaria de Segurança de São Paulo, o crime de estupro foi o delito que mais aumentou nos últimos anos no nosso Estado. De 2005 a 2012 houve um crescimento médio anual de 19,7%, o que significa uma alarmante evolução de 230%</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Não basta apenas apresentarmos soluções ou agravarmos esse tipo de crime, mais que isso, faz-se necessário que os cidadãos sejam educados à valorização da vida e do ser humano de um modo geral.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Especialmente no que tange às mulheres, que por fazerem parte durante décadas de uma sociedade patriarcal, encontram dificuldades no momento em que percebem estar sendo vítima do abuso ou da violência, de denunciar seus opressores, muitas vezes parceiros e membros da família. </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nem tudo que é real é verdadeiro</title>
		<link>http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/05/24/nem-tudo-que-e-real-e-verdadeiro/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 May 2013 04:31:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de sucesso do prof. LFG]]></category>
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		<description><![CDATA[Desafio lógico ou racional, em busca de uma resposta: 1) Numa loja você quer comprar um rádio de R$ 40 reais e seu amigo diz que no bairro “X” ele custa R$ 20; 2) Você quer comprar um computador por R$ 5 mil reais e seu amigo diz que no outro lado da cidade ele custa R$ 4.980. Qual dessas compras é mais vantajosa?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/radio-u.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-26325" alt="radio u" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/radio-u.jpg" width="288" height="191" /></a></p>
<p style="text-align: justify"><strong> Por: Luiz Flávio Gomes</strong></p>
<p style="text-align: justify">Meus amigos: estamos repassando os 50 erros lógicos mais frequentes que, como inimigos do sucesso (pessoal ou empresarial), podem nos levar ao fracasso.</p>
<p style="text-align: justify">Por que caímos, com certa facilidade, na falácia da história bem contada? Existe um fator biológico para isso: o cérebro humano absorve melhor a informação quando ela toma a forma narrativa. Walter Doyle e Kathy Cartes descobriram que os seres humanos possuem uma predisposição universal para historiar a própria experiência, para interpretar de forma narrativa a informação e a experiência (Frank, <i>O naturalista da economia</i>).</p>
<p style="text-align: justify">Temos como evitar nossos erros lógicos diante das histórias bem contadas? Isso depende muito da nossa capacidade de determinar a validade do nosso conhecimento (ou seja, daquilo que está arquivado na nossa memória profunda). Uma primeira dica: nem tudo que é real (nossos conceitos, preconceitos, crenças, teses, ideologias, convicções etc.), é verdadeiro.</p>
<p style="text-align: justify">Uma outra dica fundamental é a seguinte: logo que tomamos contato com uma informação (ou com um problema) deveríamos checar a resposta intuitiva dada pela nossa memória profunda e sempre procurar ver o seu lado oposto. Isso não significa, no entanto, uma garantia absoluta de que não vamos errar, de que não vamos cair na trampa ou ilusão da história bem contada. De qualquer maneira, ajuda bastante.</p>
<p style="text-align: justify">Em certas ocasiões existe a tendência maior de ficar com as respostas prontas, com os atalhos, sem perceber nosso equívoco. Isso ocorre, por exemplo, nos momentos de sentimentos profundos (de luto ou de insegurança total), visto que ocupam a quase integralidade da nossa “caixa de entrada”, esgotando ou reduzindo nossos recursos cerebrais para raciocinar corretamente.</p>
<div>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Desafio lógico ou racional, em busca de uma resposta: 1) Numa loja você quer comprar um rádio de R$ 40 reais e seu amigo diz que no bairro “X” ele custa R$ 20; 2) Você quer comprar um computador por R$ 5 mil reais e seu amigo diz que no outro lado da cidade ele custa R$ 4.980. Qual dessas compras é mais vantajosa?</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Solução: A maioria das pessoas tende a achar que a primeira compra (do rádio) é mais vantajosa porque ela economiza 50%. No caso do computador a economia é de menos de 1%. Pensando em termos percentuais, a primeira é mais vantajosa. Mas do ponto de vista racional e lógico ambas as compras se equivalem, porque economizamos R$ 20. O custo, em ambas as situações, é o mesmo (grande deslocamento). O benefício é idêntico: R$ 20. Logo, são equivalentes (Frank, <i>O naturalista da economia</i>).</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Dica: O percentual da economia, às vezes, nos ilude. E aí caímos num erro lógico. Avante!</span></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Apenas 17% dos presos trabalham</title>
		<link>http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/05/23/apenas-17-dos-presos-trabalham/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 13:30:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos do prof. LFG]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Avante Brasil (iAB)]]></category>
		<category><![CDATA[Apenas 17% dos presos trabalham]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Mestriner Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Flávio Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Prof. LFG]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil, com dados do InfoPen, apenas 17% do total presos brasileiros exerciam algum tipo de atividade laboral dentro do sistema penitenciário, em 2012. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><b>LUIZ FLÁVIO GOMES</b>, jurista, diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do Portal <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/">atualidadesdodireito.com.br</a>. Estou no <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/">blogdolfg.com.br</a><b></b></p>
<p> <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/img-3276.jpg"><img class="size-full wp-image-26293 aligncenter" alt="img_3276" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/img-3276.jpg" width="620" height="465" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Segundo levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil, com dados do InfoPen, apenas 17% do total presos brasileiros exerciam algum tipo de atividade laboral dentro do sistema penitenciário, em 2012. Dos quase 550.000 presos, cerca de 92.000 trabalhavam em atividades dentro dos presídios, 167 para cada grupo de 1.000 presos. Nos últimos 5 anos, o número de presos que trabalham dentro das prisões cresceu 6%, mas a média ainda é baixa: 164 presos cada 1.000 recolhidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja o gráfico:</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/sem-titulo3.png"><img class="alignnone size-full wp-image-26292" alt="Sem título3" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/sem-titulo3.png" width="563" height="314" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">As mulheres, respeitando as proporções dos números, geralmente trabalham mais que os homens: 25% do total de presas estão desenvolvendo alguma atividade laboral dentro dos presídios, enquanto entre os homens a taxa é de 16%.</p>
<p style="text-align: justify;">As atividades internas que mais foram desenvolvidas pelos presos em 2012 foram: apoio ao estabelecimento penal (42%), parceria com a iniciativa privada (32%), artesanato (16%), atividade industrial (4%), parceria com órgãos do Estado (4%), parceria com paraestatais (ONGs e Sistema S) (1%) e atividade rural (0,9%).</p>
<p style="text-align: justify;">O estado que apresentou um melhor panorama para esse quesito foi Santa Catarina, onde, na média dos 5 anos, 490 presos para cada grupo de 1.000 estavam em atividades laborais internas. No ano de 2012, 39% dos presos estavam trabalhando, 51% entre as mulheres e 38% entre os homens.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o Ceará foi o estado que apresentou a pior taxa. Em média, de 2008 a 2012, apenas 21,8 em cada 1.000 presos estava desenvolvendo alguma atividade laboral dentro das penitenciárias. Apesar disso, segundo os números apresentados nesses anos pelo InfoPen, foi o que teve maior crescimento, passando de 2 para 26,3 presos para cada grupo de 1.000 habitantes. Apenas 3% do total de presos estavam em atividades em 2012, 4% das mulheres e 3% dos homens.</p>
<p style="text-align: justify;">Contudo, se a comparação a ser feita for dos últimos 4 anos, o Rio de Janeiro é o estado com pior desempenho (o ano de 2008 não teve os números disponibilizados). Nesse estado, em média, 17,7 de cada 1.000 presos estava desempenhando alguma atividade laboral dentro dos presídios entre 2009 e 2012. Em 2012, apenas 2% da população carcerário estava trabalhando internamente, 9% das mulheres e 1% dos homens.</p>
<p style="text-align: justify;">São Paulo, estado com a maior população carcerária do país (190.818 presos até junho de 2012), apresentou uma média de 234 presos em cada 1.000 que estão desenvolvendo atividades laborais dentro dos presídios nos últimos 5 anos. Em São Paulo, em 2012, do total da população carcerária, 22% estavam em atividades laborais, entre as mulheres esse número era de 31% e entre os homens 22%.</p>
<p style="text-align: justify;">As prisões, há mais de 200 anos, nasceram (conforme Foucault) para criarem corpos dóceis e úteis. Dóceis do ponto de vista disciplinar e úteis do ponto de vista econômico. Nem uma coisa nem outra elas conseguiram. Os que passam pela prisão saem mais embrutecidos e economicamente anulados. Nietzsche dizia que somos animais domesticados. Os presídios brasileiros, no entanto, priorizam a animalidade, em detrimento da civilização (domesticação). O que manda nos presídios é a animalização do ser humano. Ou seja: vence a barbárie, não a civilização. E o que acontece dentro dos presídios não passa de reflexo do seu exterior. Tudo que aí ocorre é porque o mundo exterior autoriza (sobretudo o próprio poder público, os juízes, promotores etc.). A velha teoria da <i>less elegibility </i>continua mais atual que nunca: que os presídios sejam piores que o ambiente externo mais miserável e paupérrimo. Os presídios são espelhos da nossa sociedade. Não são imundos, desumanos e crueis por acaso. Tem a quem puxar!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nossa tendência de optar por aquilo que é menos provável</title>
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		<pubDate>Thu, 23 May 2013 04:19:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de sucesso do prof. LFG]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que as noivas gastam tanto dinheiro com vestidos de casamento que nunca mais usarão, enquanto os noivos alugam smoking barato, embora possam vir a precisar de um traje formal?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter  wp-image-26321" alt="tipos_de_trajes_cloney" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/tipos-de-trajes-cloney.jpg" width="167" height="245" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Por: Luiz Flávio Gomes</strong></p>
<p style="text-align: justify">Meus amigos: estamos repassando os 50 erros lógicos mais frequentes que, como inimigos do sucesso (pessoal ou empresarial), podem nos levar ao fracasso.</p>
<p style="text-align: justify">Muitos fatores concorrem para a falácia da história bem contada. Quando juntamos a capacidade do cérebro humano para assimilar histórias narrativas com o pensamento intuitivo (automático, irreflexivo), aumenta (enormemente) a chance de incorrermos nessa falácia. Se a esses ingredientes agregamos uma boa pitada de empatia com mais umas colheradas de humanidade, pronto, nem sequer os mais inteligentes e experts estão livres de caírem na falácia da conjunção (ou da história bem contada). Incontáveis propagandas trabalham maravilhosamente esse aspecto emocional, com o propósito de iludir o consumidor.</p>
<p style="text-align: justify">A falácia da história bem contada, em suma, ocorre quando aquilo que nos é contado com mais detalhes (ou de forma mais emotiva) nos parece mais provável do que aquilo que é narrado de forma genérica. O exemplo emblemático de Daniel Kahneman e Amos Tversky (veja Wikipedia) é o seguinte: “Maria tem 31 anos, é solteira, inteligente e muito brilhante. Se especializou em filosofia. Como estudante, estava profundamente preocupada com problemas de discriminação e justiça social, participando também em manifestações anti-nuclerares. Que é mais provável? 1) Maria é bibliotecária. 2) Maria é bibliotecária e ativista em movimentos feministas.</p>
<p style="text-align: justify">Somos levados a afirmar que mais provável é a segunda alternativa, mas, na verdade, ela é menos provável, porque é mais difícil a conjunção de duas situações (bibliotecária e ativista) que de uma só genérica (bibliotecária). A opção 2 é mais representativa (mais narrativa, mais detalhista) e tem correspondência com a descrição de Maria, mas, matematicamente, é menos provável.</p>
<p style="text-align: justify">
<div>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Desafio lógico ou racional, em busca de uma resposta: Por que as noivas gastam tanto dinheiro com vestidos de casamento que nunca mais usarão, enquanto os noivos alugam smoking barato, embora possam vir a precisar de um traje formal?</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Solução: A noiva compra o vestido para usar uma só vez porque ela quer causar mais impacto visual com algo singular, específico, totalmente adequado ao seu corpo. Logo, as lojas teriam que ter inúmeros vestidos para atender os pedidos singulares, ou seja, os vestidos no estoque seriam raramente alugados. O aluguel teria que ser muito alto. Comprar pode sair mais barato (Frank, <i>O naturalista da economia</i>).</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #3366ff">Dica: É paradoxal a noiva comprar um vestido para usar uma única vez, enquanto o noivo aluga um smoking que poderia ser usado outras vezes. O paradoxo não pode nos levar ao erro.</span></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Menos de ¼ da dos presos trabalham nas penitenciárias paulistas</title>
		<link>http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/05/22/menos-de-%c2%bc-da-dos-presos-trabalham-nas-penitenciarias-paulistas/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 13:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos do prof. LFG]]></category>
		<category><![CDATA[Instituto Avante Brasil (iAB)]]></category>
		<category><![CDATA[atividade laboral]]></category>
		<category><![CDATA[Flávia Mestriner Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Flávio Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[Menos de ¼ da dos presos trabalham nas penitenciárias paulistas]]></category>
		<category><![CDATA[penitenciária]]></category>

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		<description><![CDATA[Em São Paulo, estado com a maior população carcerária do país, em uma média dos últimos 5 anos, descobriu-se que 234 em cada grupo de 1.000 presos desenvolveram alguma atividade laboral dentro dos presídios.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/prision02provari.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26288 aligncenter" alt="Prisión+02+Provari" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/prision02provari.jpg" width="400" height="267" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><b>LUIZ FLÁVIO GOMES</b>, jurista, diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do Portal <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/">atualidadesdodireito.com.br</a>. Estou no <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/">blogdolfg.com.br</a><b></b></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O que o senso comum pensa sobre o trabalho dentro dos presídios? Duas coisas: que esse trabalho deveria ser obrigatório e penoso e, de outro lado, que todos os presos fossem submetidos a esse trabalho escorchante, em situações piores que a dos trabalhadores (<i>less elegibility</i>).</p>
<p style="text-align: justify;">A rigor, no entanto, nem uma nem outra coisa acontece nos presídios brasileiros. Segundo levantamento feito pelo Instituto Avante Brasil, com dados do InfoPen, coletados entre 2008 e 2012, pode-se observar que apenas  17% do total presos brasileiros exerciam algum tipo de atividade laboral dentro do sistema penitenciário, em 2012.</p>
<p style="text-align: justify;">Em São Paulo, estado com a maior população carcerária do país (190.818 presos até junho de 2012, de acordo com o InfoPen), em uma média dos últimos 5 anos, descobriu-se que 234 em cada grupo de 1.000 presos desenvolveram alguma atividade laboral dentro dos presídios. Em 2012, de toda a população carcerária, apenas 22% estavam em atividades laborais, entre as mulheres esse número era de 31% e entre os homens 22%, ou seja, 222,3 presos para grupo de 1.000 praticavam alguma atividade laboral.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja o gráfico:</p>
<p style="text-align: center;"> <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/sem-titulo.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-26285" alt="Sem título" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/sem-titulo.jpg" width="569" height="308" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Desses 22%, 45% trabalhavam em parceria com instituições privadas, 36% faziam trabalhos de apoio ao estabelecimento penal, 6% exerciam como atividade laboral o artesanato, 5% trabalham em apoio às industrias, 3% estava, participando de parcerias com órgãos do Estado, 0,5% em atividades rurais e 0,2% trabalhavam em parceria com ONGs e Sistema S.</p>
<p style="text-align: justify;">Observe o gráfico:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/sem-titulo2.png"><img class="alignnone size-full wp-image-26284" alt="Sem título2" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/sem-titulo2.png" width="567" height="377" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Houve, entre 2008 e 2012, uma queda no número relativo a 1.000 presos de 6,2%, o que significa que a quantidade de presos que exerciam algum tipo de atividade laboral no estado, seguiu na direção contrária ao crescimento da população carcerária paulista.</p>
<p style="text-align: justify;">O sistema carcerário paulista recebe, em média, por ano, cerca de 10.000 presos. Dessa forma, acredita-se que a superpopulação das penitenciárias e o pouco investimento no setor, inviabiliza a entrada de um maior número de presos nessas atividades.</p>
<p style="text-align: justify;">**Colaborou Flávia Mestriner Botelho, socióloga e pesquisadora do Instituto Avante Brasil.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por que somos inteligentes estúpidos? (1)</title>
		<link>http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/05/22/por-que-somos-inteligentes-estupidos-1/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 May 2013 03:58:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de sucesso do prof. LFG]]></category>
		<category><![CDATA[acreditar]]></category>
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		<category><![CDATA[pensamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Para aquecer, um exercício em busca de uma resposta lógica: por que, na maioria das espécies vertebradas, os machos são maiores que as fêmeas?]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/homersimpson.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-26318" alt="homersimpson" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/homersimpson.jpg" width="209" height="243" /></a></p>
<p><b>Por: Luiz Flávio Gomes</b></p>
<p style="text-align: justify">Meus amigos: estamos repassando os 50 erros lógicos mais frequentes que, como inimigos do sucesso (pessoal ou empresarial), podem nos levar ao fracasso. Para aquecer, um exercício em busca de uma resposta lógica: por que, na maioria das espécies vertebradas, os machos são maiores que as fêmeas?</p>
<p style="text-align: justify">Voltando à falácia da história bem contada, importa assinalar que é grande a correlação entre ela e o pensamento intuitivo. Embora este tenha contribuído para a evolução da espécie humana e continue sendo importante em muitas situações, ele conta com o grave defeito de ofuscar ou bloquear (frequentemente) o olhar ou o raciocínio crítico, porque é automático, irreflexivo.</p>
<p style="text-align: justify">A informação entra pela “memória de trabalho” (caixa de entrada) e, em seguida, buscamos respostas na memória de longo prazo (memória profunda, onde está o registro memorizado da nossa história). A resposta pode estar fundada em coordenadas racionais (bem pensadas) ou nos nossos preconceitos intuitivos, nas nossas crenças, nas nossas ideologias, nos nossos atalhos etc.</p>
<p style="text-align: justify">A diferença entre o pensamento intuitivo e o consciente é o seguinte: o primeiro é automático, enquanto o segundo é racional, ponderado, mais lento, mais reflexivo, mais penoso, ou seja, mais lógico. Mas a disputa entre eles é desproporcional: o primeiro ganha na maioria das vezes. Daí a frequência dos nossos erros lógicos. Uma dica: nas nossas decisões, sobretudo nas mais importantes, não deveríamos cair na falácia do pensamento intuitivo.</p>
<p style="text-align: justify">Deveríamos atentar para a tese de que a estupidez humana (nossos erros de lógica) reside precisamente (a) ou na nossa incapacidade de reconhecer que contamos com esses mecanismos intuitivos ou (b) no nosso comodismo de não resistir às respostas que eles prontamente nos apresentam.</p>
<p style="text-align: justify">E.T.: Justificativas e narrativas darwinianas (coerentes, mas não necessariamente corretas) para o exercício lógico acima proposto: os machos vertebrados, em geral, são maiores (caso do leão, do elefante-marinho etc.) ou possuem caudas mais longas (como o pavão), porque, em regra, são polígamos (se acasalam com várias fêmeas) e devem competir (inclusive fisicamente) com outros machos para terem a “posse” das fêmeas. Isso se chama “dimorfismo sexual” (Frank, <i>O naturalista da economia</i>). Avante!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mensalão e embargos infringentes: o direito ao melhor direito</title>
		<link>http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/05/21/mensalao-e-embargos-infringentes-o-direito-ao-melhor-direito/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 13:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos do prof. LFG]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Flávio Gomes]]></category>
		<category><![CDATA[mensalão]]></category>
		<category><![CDATA[Mensalão e embargos infringentes: o direito ao melhor direito]]></category>
		<category><![CDATA[Prof. LFG]]></category>

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		<description><![CDATA[O caso mensalão está na fase recursal. Todos os réus condenados apresentaram embargos de declaração. É possível que alguns consigam algum tipo de benefício com esses embargos. Por quê? ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/2012-483888175-2012010333730-20120103.jpg"><img class=" wp-image-26279 aligncenter" alt="2012-483888175-2012010333730.jpg_20120103" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/2012-483888175-2012010333730-20120103.jpg" width="641" height="367" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><b>LUIZ FLÁVIO GOMES</b>, jurista, diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do portal <a href="http://atualidadesdodireito.com.br/" target="_blank">atualidadesdodireito.com.br</a>. Estou no<a href="http://blogdolfg.com.br/" target="_blank">blogdolfg.com.br</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O caso mensalão está na fase recursal. Todos os réus condenados apresentaram embargos de declaração. É possível que alguns consigam algum tipo de benefício com esses embargos (redução de pena, por exemplo). Por quê? Porque os advogados alegam que houve aplicação de lei nova mais desfavorável (e isso é proibido no direito penal).Mas a polêmica maior reside, evidentemente, nos embargos infringentes (previstos no art. 333 do Regimento Interno do STF), porque eles viabilizam a rediscussão da causa, consoante os limites dos votos vencidos (reanálise fática, probatória e jurídica). E serão julgados com a presença de novos ministros (um já assumiu e outro está na iminência de ser escolhido).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">De acordo com a minha opinião não há dúvida que tais embargos (infringentes) são cabíveis naquelas situações (são catorze, no total) em que os réus foram condenados, mas contaram com 4 votos favoráveis (Delúbio, José Dirceu, João Paulo etc. estão nessa situação).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Dois são os fundamentos (consoante meu ponto de vista): (a) com os embargos infringentes cumpre-se o duplo grau de jurisdição garantido tanto pela Convenção Americana dos Direitos Humanos (art. 8º, 2, “h”) bem como pela jurisprudência da Corte Interamericana (Caso Barreto Leiva); (b) existe séria controvérsia sobre se tais embargos foram ou não revogados pela Lei 8.038/90. Sempre que não exista consenso sobre a revogação ou não de um direito, cabe interpretar o ordenamento jurídico de forma mais favorável ao réu, que tem, nessa circunstância, direito ao melhor direito.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A esses dois fundamentos ainda cabe agregar um terceiro: vedação de retrocesso. Se de 1988 (data da Constituição) até 1990 (data da lei 8.038) existiu, sem questionamento, o recurso dos embargos infringentes (art. 333 do RISTF), cabe concluir que a nova lei, ainda que fosse explícita sobre essa revogação (o que não aconteceu), não poderia ter valor, porque implicaria retrocesso nos direitos fundamentais do condenado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Pelos três fundamentos expostos, minha opinião é no sentido de que o Min. Joaquim Barbosa (que já rejeitou os embargos infringentes de Delúbio), mais uma vez, não está na companhia do melhor direito. O tema vai passar pelo Plenário, onde, certamente, Joaquim Barbosa pode sair derrotado, devendo preponderar o pensamento do Min. Celso de Mello, que já se manifestou no sentido do cabimento dos embargos infringentes, invocando parte dos argumentos acima recordados.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Joaquim Barbosa deve ser derrotado, mais uma vez, porque não é por meio da soberba e do autoritarismo que se constrói o direito (ou mesmo a nossa própria vida). Quem busca guerra o tempo todo, não pode colher as flores brancas da paz. Em muitos momentos o destempero emocional do Ministro Joaquim Barbosa evidencia que nós, seres humanos, nem sequer chegamos ainda ao grande meio-dia de Nietzsche, que explica que a evolução da humanidade está no meio do caminho entre o amanhecer e o anoitecer. Ou seja: o ser humano está entre o animal primata e o “além-do-homem” (o supra-humano), mas, em determinados momentos, nos apresenta a sensação de que está mais para o amanhecer que para o anoitecer.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A falácia da história bem contada (1)</title>
		<link>http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/2013/05/21/a-falacia-da-historia-bem-contada-1/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 May 2013 03:51:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>netto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de sucesso do prof. LFG]]></category>
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		<category><![CDATA[contos]]></category>
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		<description><![CDATA[Um problema bem colocado ou uma história bem narrada tem sempre grande chance de aceitação intuitiva. A mídia, mais que ninguém sabe disso.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter  wp-image-26314" alt="forrest-gump1" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/forrest-gump1.jpg" width="258" height="194" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> Por: Luiz Flávio Gomes</strong></p>
<p style="text-align: justify">Meus amigos: estamos repassando os 50 erros de lógica mais frequentes que, sendo inimigos do sucesso (pessoal ou empresarial), podem nos levar ao fracasso. Cuidado com a falácia da história bem contada, que também é conhecida como “la falacia de la conjunción” ou “<i>conjunction fallacy</i>”, que foi estudada por Daniel Kahneman e Amos Tversky.</p>
<p style="text-align: justify">Diante de histórias bem contadas, plausíveis, coerentes, convincentes, a tendência do nosso pensamento intuitivo é acatá-las sem maiores questionamentos. Os grandes e excelentes vendedores ou advogados sabem bem que seus argumentos não podem apresentar incoerências. Um problema bem colocado ou uma história bem narrada tem sempre grande chance de aceitação intuitiva. A mídia, mais que ninguém sabe disso. Os políticos sábios e seus publicitários (marqueteiros) também conhecem bem essa tendência humana, de cair na falácia da conjunção (da história bem contada, plausível), fundada no pensamento intuitivo.</p>
<p style="text-align: justify">Há muitos anos a economia mundial vai mal ou a economia mundial está tropeçando em razão da fraude financeira e imobiliária, de 2008, nos Estados Unidos? Qual alternativa é mais provável? A maioria das pessoas tende a responder que é a segunda, porque ela está muito mais divulgada. No entanto, mais provável é a primeira, visto que ela abarca, para além da fraude de 2008, outras razões para o mal-estar da economia (crise do petróleo, ganância corporativa etc.). A segunda inclui uma condição adicional (crise de 2008) que não está presente na primeira. Logo, ela é mais restritiva.</p>
<p style="text-align: justify">Fundamental: não deveríamos nunca ignorar que contamos com dois tipos de pensamento: o intuitivo e o consciente (Kahneman). O primeiro é automático, direto e irreflexivo. E também o mais frequente, mais cotidiano. Daí a facilidade com que caímos na falácia das histórias bem contadas (ou da conjunção). Avante!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Brasil e seus mistérios: quem matou PC Farias?</title>
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		<pubDate>Mon, 20 May 2013 13:10:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brasil e seus mistérios: quem matou PC Farias?]]></category>
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		<category><![CDATA[violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Se os jurados reconheceram que PC Farias e sua namorada Suzana foram assassinados, rejeitando a versão de que ela o teria matado e depois se suicidado, resta o enigma sobre quem mandou exterminar PC Farias e sua namorada?Brasil e seus mistérios.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/brasil-bandeira-e-rosa-6666-1280x800.jpg"><img class="wp-image-26273 aligncenter" alt="brasil--bandeira-e-rosa_6666_1280x800" src="http://atualidadesdodireito.com.br/lfg/files/2013/05/brasil-bandeira-e-rosa-6666-1280x800.jpg" width="614" height="384" /></a></p>
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<p style="text-align: justify;"><b>LUIZ FLÁVIO GOMES</b>, jurista, diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do Portal atualidadesdodireito.com.br. Estou no blogdolfg.com.br</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Na bandeira brasileira o retângulo verde simboliza nossas matas e riquezas florestais, o losango amarelo traduz a ideia de que possuímos ouro (hoje muito menos que antigamente), o círculo azul estrelado é o nosso céu abençoado por Deus e a faixa branca simbolizaria o que imaginamos que somos: um povo ordeiro em progresso, bom, pacífico e conciliador. São essas as representações que criamos para nós mesmos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mas se a bandeira brasileira fosse retratar o Brasil do século XXI, duas outras faixas teríamos que lhe agregar: uma vermelha, para simbolizar o sangue jorrado com as quase 100 mil mortes anuais, entre assassinatos intencionais e acidentes de carro, e outra preta, que representaria o luto de milhares de famílias cujos entes queridos desapareceram abrupta e antecipadamente.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O mais grave é que a população brasileira não está sendo informada que tudo isso vai piorar bastante nos próximos anos, em proporção estarrecedora: em 1980 tínhamos 11 mortos para cada 100 mil pessoas, contra 27,4 óbitos em 2010. No lapso de 30 anos os assassinatos intencionais quase triplicaram.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">São inúmeros os fatores responsáveis por essa tragédia. O primeiro diz respeito ao modelo capitalista global e selvagem vigente, que nunca conseguirá jamais integrar (na distribuição das suas riquezas) um terço da população do planeta: cerca de 2 bilhões de pessoas se transformaram ou estão se transformando (com o desemprego, baixos salários etc.) em lixo humano (Bauman). Situação mais delicada é dos países com forte tradição escravagista (e aristocrata), como os da América Latina, destacando-se o Brasil, que se caracteriza como uma das regiões mais desiguais e discriminatórias do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O quadro se agrava sobremaneira nos países em que jagunços, capitães do mato e coronéis, incluindo-se os da política visceralmente corrupta, matam seres humanos como se estivessem eliminando moscas. Pior é saber que a polícia brasileira, terrivelmente sucateada (tanto quanto os demais serviços públicos), vem conseguindo apurar a autoria de apenas 8% desses crimes brutais. De plano, como se vê, 92% deles ficam impunes. Índice ridículo diante de outros países como EUA (quase 70% de apuração), Espanha (mais de 90%), França e Reino Unido (mais de 85%) etc.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Especialmente neste campo da criminalidade impune são incontáveis os mistérios no nosso país. Se os jurados reconheceram que PC Farias e sua namorada Suzana foram assassinados, rejeitando a versão de que ela o teria matado e depois se suicidado, resta o enigma (na linha daquela novela que perguntava quem matou Odete Roitman) sobre quem mandou exterminar PC Farias e sua namorada? Quem os executou, sem que os guardas tivessem notado? Houve queima de (mais um) arquivo?</p>
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<p style="text-align: justify;">Quem derrubou aquele fatídico armário na cara do Roberto Jeferson, logo após ele ter embolsado alguns milhões de reais e denunciado o caso mensalão, que enlameou gente graúda do PT, marqueteiros, banqueiros etc.? Foi mesmo um armário que o atingiu? Onde foi parar o corpo de Ulisses Guimarães, o pai da Constituição Cidadã? O que aconteceu com Ronaldo na copa da França, em 1998? Qual teoria usou aquele padre que queria cruzar os céus brasileiros com o auxílio de mil balões, indo parar no fundo do mar? Quem teria envenenado o ex-presidente João Goulart (se é que ele fora envenenado)? Que ocorreu com a taça furtada do tricampeonato do Brasil? Onde está o corpo de Eliza Samúdio? Onde estaria o corpo de Dana de Teffé? Onde estão os corpos dos desaparecidos do Araguaia? Por que todos os autores da morte da menina Araceli não foram punidos? &#8230; mistérios, enigmas.</p>
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