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04/07/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
O comportamento apresentado (quando criança) nos testes elaborados principalmente na Universidade de Stanford (o teste do marshmallow é paradigmático) tem ligações com o comportamento na vida adulta. Em algumas áreas isso é inequívoco. Como disse a psicóloga Terrie Moffitt (cf. Dimenstein, Folha de S. Paulo de 26.06.11, p. C12): Vimos que o autocontrole, depois de descontados fatores como renda e classe social, superou a inteligência como elemento desencadeador de sucesso no universo acadêmico e no profissional”.
Uma primeira constatação: as crianças que comeram rapidamente o marshmallow estavam (em idade adulta) mais endividadas que aquelas que conseguiram se controlar. Quem não sabe controlar seus impulsos acaba comprando mais coisas do que precisa, mais do que pode pagar etc. Quem tem autocontrole aproveita melhor as liquidações, não é um consumista inveterado, não sai por aí comprando tudo que vê.
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01/07/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Desde a década de 1970 várias pesquisas vêm sendo feitas na Universidade de Stanford (EUA) sobre a capacidade do ser humano de controlar os seus impulsos (seus desejos, seus instintos). Um dos estudos mais interessantes foi dirigido por Walter Mischel, um especialista em psicologia da Universidade Stanford.
Ele reuniu várias crianças de aproximadamente 4 anos de idade e fez o chamado teste do marshmallow (que é absolutamente imperdível). Veja o teste.
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31/05/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Nona dica de sucesso atribuída a Bill Gates: “A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.”
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30/05/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Uma outra ilusão frequente consiste em imaginar que os problemas (da nossa vida) vão desaparecer por si sós. Isso pode até acontecer, mas muitas vezes cobrando um preço muito alto. A intervenção cautelosa, precisa, pode ser melhor.
Não podemos, de outro lado, nos comportar como o náufrago que agita seus braços incessantemente na água, mesmo quando não existe nenhuma terra a vista (Ovídio). Para tudo existe momento certo. Nossas energias não podem ser gastas desnecessariamente.
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27/05/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
A pior atitude, diante dos problemas, é imaginá-los maior do que são. Não podemos nos derrotar antecipadamente. Não podemos ver tudo como se fosse um terror. A cada ação existe uma reação. Para cada problema existe um tipo de solução.
O aspecto emocional conta muito quando nos deparamos com grandes dificuldades. E se você se preparou, psicologicamente, para isso, ao longo da vida, certamente que você leva vantagem. Os problemas nós temos que aceitá-los, sem disfarces, como problemas (não como desafios ou como catástrofes ou como tragédias que só acontecem conosco).
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26/05/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Enfrentar as dificuldades (que a vida nos apresenta) não é tarefa fácil, de qualquer modo não podemos postergar (indefinidamente) a solução. Gastar o tempo necessário para estabelecer as estratégias corretas de encaminhamento do tema não é postergação, é necessidade.
De outro lado, é comum que ao enfrentarmos uma dificuldade outras apareçam. Quanto mais complexo o problema, mais ele se parece a uma cebola, ou seja, temos que ir eliminando camada por camada, até chegar à essência da questão.
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25/05/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Se de um lado as dificuldades na nossa vida nos atormentam, nos aborrecem, de outro, também é certo que ela nos conduz a pensar em soluções nunca antes imaginadas. Os vencedores que não desistem acabam (quase sempre) encontrando saídas de sucesso.
De Victoria (citado por Faya Viesca) dizia: “Onde não existe dificuldade não é necessária a virtude” (a coragem, o destemor, a confiança etc.). Os grandes marinheiros só são descobertos diante de grandes tempestades.
Raciocinando de forma contrária (ao que foi dito por De Victoria): as dificuldades podem nos derrotar ou nos revelar virtudes desconhecidas. Em certos momentos temos até mesmo que “jogar tudo para alcançar o todo” (Virgílio).
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24/05/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Oitava dica de sucesso atribuída a Bill Gates: “Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido… RUA! Faça certo da primeira vez.”
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23/05/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
A atitude de não fazer, de omitir, de se acomodar, de desfrutar o conforto do comodismo gera sempre uma falsa sensação de segurança. Ocorre que, como dizia Cícero, “Seguro estamos [somente] quando não tememos nem os inconvenientes do momento nem as consequencias do que fazemos”.
Não podemos concordar, se ainda resta força e energia dentro dos nossos corações, com uma vida miserável, insuficiente, pouco alegre e nada aproveitada. Muito menos podemos aceitar o “assim é a vida”, “nada posso fazer”.
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20/05/2011 - 08:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
O que existe de pior naqueles que apresentam graves incapacidades ou falta de vontade para realizar, para empreender, para fazer, é que isso acaba lhes resultando vantajoso (dentro da sua concepção). Mantém sua preguiça, não altera sua rotina, preserva sua comodidade, e isso gera compaixão, possibilita a ajuda de outras pessoas etc.
Sobretudo quando se trata de uma criança, o não fazer nada (no sentido empreendedor) é muito pernicioso para a formação da sua personalidade. Ela aprende que mesmo sem fazer nada sempre tem alguém que faz as coisas no seu lugar. Ela sempre tem “mais do mesmo” e isso a satisfaz. Tudo favorece, nesse caso, o desenvolvimento da sua covardia, da sua preguiça, do seu comodismo.
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