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23/02/2012 - 01:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
A angústia da tomada de decisões muitas vezes se incrementa quando pensamos que podemos errar (nos equivocar). Não basta, portanto, assumir sua responsabilidade (este problema é meu, deixa que vou resolver). Para além da possibilidade de equívoco, ainda podemos nos deparar com profundos sentimentos de culpa (por ter feito algo ou por não ter feito nada). E se houver arrependimento! Lembre-se: “Um pedaço de pão comido em paz é melhor do que um banquete comido com ansiedade” (Esopo, grego, fabulista). O fardo pesado das decisões, sobretudo quando se trata de um relevante empreendimento nosso – pessoal ou empresarial -, em razão de todas as sombras que semeia, não é menos impactante que a nebulosidade do dia seguinte. “Go” ou “no go”? “Sim” ou “não”? Aceitar a responsabilidade de tomar uma decisão nos oferece duas vantagens: (a) abandonamos a ideia de que o problema vai se resolver sozinho; (b) refutamos a falsa ilusão de que os outros irão resolver o problema para nós.
Continue lendo (amanhã). Avante!
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22/02/2012 - 01:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Você, caro leitor, que está acompanhando já bastante angustiado a história da angústia de Angustina, saiba mais o seguinte: na primeira noite que se encontraram e se falaram, Angustina não transou. Mas é bem provável teve muita dificuldade de dormir. Sono leve, sonhos cruzados, imagens confusas, desejos opostos. Há certos momentos em nossa vida (e, sobretudo, na nossa vida empreendedora) em que nos deparamos com verdadeiras encruzilhadas. Você caminha por uma estrada aparentemente firme, segura, sabe aonde quer chegar (está todo seguro ou segura de si), tem seus princípios éticos, não refuta algumas regras básicas de moralidade, mas, de repente, defronta-se com uma bifurcação existencial terrível, tendo em sua frente uma única placa com duas setas, cada uma apontando para uma direção: esquerda ou direita. Para cá ou para lá. Para o “sim” e para o “não”. E agora? Continue lendo (amanhã). Avante!
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10/02/2012 - 05:50
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Todas as decisões mais relevantes da nossa vida exigem responsabilidade e autocontrole. Como disse o poeta Virgílio: “Sou eu, sou quem o fez”. “Se cada qual se ocupasse da sua responsabilidade, o mundo daria mais voltas” (Lewis Carroll). A vida, tanto quanto o sucesso, nos exige tensão, responsabilidade, decisão, autocontrole, foco etc. Ocorre que também é da vida o desfrute, o prazer, a satisfação da gula etc. Momentos difíceis como o que foi vivido por Angustina (claro que ela poderia ter evitado tudo isso prontamente), assim como tantos outros que vivemos diariamente na nossa vida empreendedora, são terríveis porque entram em jogo a nossa autoestima, a consciência que você tem da sua autovalia, que alcança patamares até não mais poder quando lhe surge uma proposta superinteressante e “picante” (sexo seguro, higiênico, prazeroso e, em princípio, irrepetível, o que pode ser tentador ou desalentador, dependendo da sua expectativa). Afinal, Angustina transou ou não transou? A questão das angústias que nos gera a tomada de decisões é bem mais complexa do que parece. Por quê? Porque “o mundo não sai da nossa frente, a vida não está pronta, nós não estamos prontos para a vida, a vida não tira férias, não existe gabarito para a vida” (Barros Filho e Meucci: 2010). Continue lendo. Avante!
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09/02/2012 - 01:05
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Se Angustina deliberasse pela infidelidade, muito provavelmente ninguém iria saber, muito menos o namorado distante. Mas cada vez que a imagem da pessoa amada lhe vinha à mente era uma tragédia. E a ética (que é sabidamente relevante no momento de tomarmos nossas decisões)? Hummmm! Trair o namorado, violando a combinação prévia feita entre eles. Isso faz parte da “arte de viver bem humana e exemplarmente”? E a promessa livre que foi feita, de fidelidade, de estarem juntos por longo período. E a sua vontade de compartilhar com ele (namorado) momentos fantásticos. Que vale mais na nossa vida: desfrutar do prazer imediato, do aqui e agora, ou respeitar as pessoas que amamos e com as quais gostaríamos de interagir por muito tempo, gozar momentos felizes etc.? Ou não fazer disso tudo coisas excludentes! O prazer imediato é tentador (é “coisa do diabo”, alguns fundamentalistas diriam), tanto mais quando se sabe que seu oposto é a dor (o sofrimento). Já que sofremos (e nos aborrecemos) tanto na vida, porque não termos alguns momentos de lazer, de prazer, de satisfação? Continue refletindo e lendo (amanhã). Avante!
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08/02/2012 - 01:10
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Quando temos que tomar decisões, sobretudo as complexas, as imagens contrapostas (e excludentes) não cessam. Angustina, que viveu solitariamente sua angústia, raciocinava: ficar, apesar da pressão, com o namorado distante, ou se enfurnar até a medula numa cópula furtiva que pode eventualmente significar prazer (potencialmente muito prazer), mas também arrependimento (“Não há infortúnio maior do que esperar o infortúnio” – Calderón de la Barca, espanhol, dramaturgo). O rapaz, bastante inteirado do assunto (um iniciado, como se diz), foi logo dizendo que desapareceria da sua vida, que nenhuma sequela sentimental teria espaço, nada de ficar pegando no pé, sexo super-higiênico (e muito prazeroso) etc. Recusa peremptória ou aceitação? Sim ou não? Se o problema aparece, a melhor coisa é tomar consciência de que temos que resolvê-lo. Não podemos deixar que nossos problemas (e decisões) sejam tomadas por outras pessoas. Não podemos fugir das nossas responsabilidades. Continua lendo (amanhã). Avante!
Veja o post Anterior
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07/02/2012 - 01:12
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LUIZ FLÁVIO GOMES
O namorado de Angustina fazia mecatrônica na Poli. Por razões várias, sobretudo porque estava finalizando a montagem de um robozinho, não pôde aceitar o convite para lhe acompanhar nos jogos universitários. Angustina deliberou ir com as amigas. Assim que chegou, logo percebeu que “jogos” (de verdade) eram poucos. Havia mesmo muito sexo rolando solto, drogas e bebidas abundantes. Esse era o ambiente (nada inusitado, diga-se de passagem). Foi nesse contexto que, de repente, lhe surgiu um rapaz todo escultural, jovial, alegre, saradão e todo faceiro. É de se imaginar que a troca de sorrisos tenha sido inevitável, que a aproximação foi descontraída. A “cantada”, no entanto, foi direta e sem subterfúgios. Quando isso acontece o comum (o corrente), se você não mandou o sujeito “pastar” prontamente, é o desencadeamento de uma cruel angústia: transar ou não transar? Liberdade, vamos recordar, é a diferença entre dois monossílabos: “sim” ou “não” (Octavio Paz). Ocorre que você não existe sozinho no mundo. Sua liberdade tem que coexistir com as outras pessoas. Para refletir: “Nenhuma certeza fatal é pior que a dúvida ameaçadora”. Continue lendo (amanhã). Avante!
Veja o Post anterior.
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06/02/2012 - 00:10
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LUIZ FLÁVIO GOMES
“O mundo não sai da nossa frente, a vida não está pronta, nós não estamos prontos para a vida, a vida não tira férias, não existe gabarito para a vida” (Barros Filho e Meucci: 2010). Independentemente da escolha que fazemos, sempre paira a dúvida do erro e, pior, do arrependimento (“Remorso é a indigestão da alma”, diz Paul Verón, francês, escritor). Toda escolha (decisão) vem acompanhada de angústia porque somos o único animal que conhece a noção do que é equivocar, do que é errar. E se tudo der errado? E se eu me arrepender? Esse é o fardo que temos que carregar eternamente. Pior: decidimos uma coisa e mil outras decisões nos são exigidas. Como dizia Maquiavel: “Em todas as coisas humanas, quando são examinadas de perto, verifica-se que os obstáculos não podem ser vencidos sem que deles surjam outros”. Uma primeira atitude importante e bastante realista, em todos os momentos que temos que tomar decisões, é reconhecer o seguinte: devemos aceitar as dificuldades e enfrentar o problema. Disse Joseph Conrad (citado por Faya Viesca): “Enfrentar-se, sempre enfrentar-se, é o modo de resolver o problema. Enfrentá-lo”. Será que foi essa a decisão de Angustina? Continue lendo (amanhã). Avante!
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03/02/2012 - 01:02
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Tanto o querer (ser sucesso) como o fazer (para chegar lá) implicam sérias decisões. Em condições normais, nós temos a liberdade de decidir o que queremos para nossa vida. Mas é claro que também existem situações anormais (tirania, dependência econômica absoluta, ausência de autodeterminação por razões psíquicas, extrema miséria etc.) que impedem nossa atuação livre. Parafraseando Ortega y Gasset: nós somos nós e nossas circunstâncias (“eu sou eu e minhas circunstâncias”). Normalmente tendemos a enaltecer o lado prazeroso e lúdico (glamouroso) do sucesso (seu brilho, suas conquistas, seu resultado final, suas medalhas etc.). Mas não podemos nos iludir: não existe sucesso sem compromisso, empenho, comprometimento (muitas vezes, da própria “carne”), ou seja, não existe sucesso sem dor, sofrimento e angústia. É por isso que o sucesso é muito mais fácil de ser pensado (desejado) na teoria que realizado na prática. Angustina foi, sem o namorado, a um desses “jogos universitários” (cidade de Avaré-SP). No instante mesmo em que, sem rodeios, recebeu uma “cantada” de um elegante jovem, iniciou-se sua angústia. Claro que ela poderia ter encerrado tudo ali mesmo, rejeitando a proposta. Mas não foi isso o que ocorreu. Continue lendo (dia 06.02). Avante!
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02/02/2012 - 01:00
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LUIZ FLÁVIO GOMES
Nossa primeira decisão: queremos ou não queremos (na nossa curta vida) ser um sucesso (ser distinguido, fugir do comum, do geral). Até mesmo o que parece fácil (e óbvio) às vezes se complica bastante. Por isso que muitas decisões na nossa vida são acompanhadas de angústia, que significa ansiedade, aflição. A angústia nos gera ânsia, agonia e, porque não dizer, sofrimento (dor). Não existe sucesso sem a sua prévia decisão e essa decisão (como praticamente todas as que aparecem em nossa vida) gera angústia, que “revela ao homem o nada absoluto sobre o qual se configura a existência” (Heidegger). Nos deparamos (costumeiramente) com situações que nos exigem decisões simples (almoçar neste ou naquele restaurante) ou relativamente simples (ver essa ou aquela peça de teatro etc.). Mas nosso dia-a-dia também é irrigado por situações difíceis, que exigem decisões muito complexas (casar ou não casar, namorar ou não namorar, separar ou não separar, empreender ou não empreender, abandonar um emprego ou não abandonar, fazer o curso “x” ou “y”, ser fiel ou não ser fiel ao namorado, ao marido, à esposa etc.). Recorde-se: vou te contar a história de Angustina. Continue lendo (amanhã). Avante!
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01/02/2012 - 00:15
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LUIZ FLÁVIO GOMES
O sucesso, tanto quanto nossa vida diária, não acontece sem que tenhamos que tomar decisões cotidianamente. Todo empreendimento (pessoal ou empresarial), a começar pelo próprio ato de empreender (ou não), significa tomar decisões. Muitas são simples, outras são complexas ou extremamente complexas. Essas últimas, com certa frequência, nos geram preocupações ou até mesmo dor, sofrimentos e angústias profundas. Mas assim é a vida. Não temos como escapar disso, porque assim é também qualquer tipo de empreendimento – pessoal ou empresarial. Chegado o momento, de duas uma: (a) ou não assumimos nossa responsabilidade e nada decidimos ou (b) assumimos nossa responsabilidade e tomamos as decisões necessárias. A tomada de decisões tem tudo a ver com nossa liberdade, que é a diferença entre dois monossílabos: “sim” ou “não” (Octavio Paz). E o exercício da nossa liberdade tem tudo a ver com a ética e a moral. Para bem ilustrar a angústia que nos invade quando temos que tomar decisões complexas (ou nem tanto), vale a pena você conhecer a história de uma estudante de jornalismo, que viveu uma grande angústia (trair ou não trair o namorado). Estou chamando-a de Angustina. Continue lendo (amanhã). Avante!
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