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LUIZ FLÁVIO GOMES
O namorado de Angustina fazia mecatrônica na Poli. Por razões várias, sobretudo porque estava finalizando a montagem de um robozinho, não pôde aceitar o convite para lhe acompanhar nos jogos universitários. Angustina deliberou ir com as amigas. Assim que chegou, logo percebeu que “jogos” (de verdade) eram poucos. Havia mesmo muito sexo rolando solto, drogas e bebidas abundantes. Esse era o ambiente (nada inusitado, diga-se de passagem). Foi nesse contexto que, de repente, lhe surgiu um rapaz todo escultural, jovial, alegre, saradão e todo faceiro. É de se imaginar que a troca de sorrisos tenha sido inevitável, que a aproximação foi descontraída. A “cantada”, no entanto, foi direta e sem subterfúgios. Quando isso acontece o comum (o corrente), se você não mandou o sujeito “pastar” prontamente, é o desencadeamento de uma cruel angústia: transar ou não transar? Liberdade, vamos recordar, é a diferença entre dois monossílabos: “sim” ou “não” (Octavio Paz). Ocorre que você não existe sozinho no mundo. Sua liberdade tem que coexistir com as outras pessoas. Para refletir: “Nenhuma certeza fatal é pior que a dúvida ameaçadora”. Continue lendo (amanhã). Avante!
Veja o Post anterior.
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