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LUIZ FLÁVIO GOMES
“O mundo não sai da nossa frente, a vida não está pronta, nós não estamos prontos para a vida, a vida não tira férias, não existe gabarito para a vida” (Barros Filho e Meucci: 2010). Independentemente da escolha que fazemos, sempre paira a dúvida do erro e, pior, do arrependimento (“Remorso é a indigestão da alma”, diz Paul Verón, francês, escritor). Toda escolha (decisão) vem acompanhada de angústia porque somos o único animal que conhece a noção do que é equivocar, do que é errar. E se tudo der errado? E se eu me arrepender? Esse é o fardo que temos que carregar eternamente. Pior: decidimos uma coisa e mil outras decisões nos são exigidas. Como dizia Maquiavel: “Em todas as coisas humanas, quando são examinadas de perto, verifica-se que os obstáculos não podem ser vencidos sem que deles surjam outros”. Uma primeira atitude importante e bastante realista, em todos os momentos que temos que tomar decisões, é reconhecer o seguinte: devemos aceitar as dificuldades e enfrentar o problema. Disse Joseph Conrad (citado por Faya Viesca): “Enfrentar-se, sempre enfrentar-se, é o modo de resolver o problema. Enfrentá-lo”. Será que foi essa a decisão de Angustina? Continue lendo (amanhã). Avante!
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