Jurista e cientista criminal. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001).
Parabéns pela iniciativa professor. O assunto é de extrema importância para nossa sociedade. Já é hora de pensarmos em estratégias alternativas para a guerra contra as drogas que, de fato, se mostra um fracasso total.
Adriano Gregório disse:
7 de dezembro de 2011 às 15:31
Não é de hoje que estudos e estatísticas têm revelado que a atual política de combate às drogas resulta em pouco ou nenhum efeito (em verdade, por serem as drogas um produto economicamente inelástico, o atual modelo de combate acabou por inserir-se como um dos elementos propiciadores do surgimento de megacartéis do tráfico, devido aos altos lucros envolvidos). Mas por que então ainda continuamos a insistir no erro? A meu ver, duas são as respostas: A primeira delas seria o manancial de votos que políticos ganham levantando a bandeira de combate às drogas, e, quanto mais fervoroso na apresentação de punições e recrudescimento de penas, maior se torna seu eleitorado, mesmo que tais medidas sejam notoriamente inócuas. Uma segunda resposta seria a quantidade de investimentos aplicados ano a ano no atual modelo, para o qual bilhões são alocados, gerando empregos diretos e indiretos, fomentando a monstruosa estrutura criada. O que fazer então? Talvez em uma mudança de perspectiva possamos encontrar soluções mais eficazes, até lá, esperar resultados diferentes através de uma mesma ação parece ser o caminho apontado por nossos representantes e pela sociedade em geral.
Grande e forte abraço a todos.
Alexandre disse:
10 de dezembro de 2011 às 11:34
na verdade o mau exemplo vem de cima. O combate é ineficiente, propositadamente, porque temos consumidores nas altas rodas sociais. Não fosse assim, como um Ministro de Estado pode dizer que usou drogas até os 50 anos e que não achava errado e não cair imediatamente.
Nossa elite é drogada e, para que eles possam fumar seu baseado, não se importam com quantas vidas são destruídas.
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